sábado, outubro 14, 2006

Irmão de Lula diz que "vai com Alckmin"

É... por esta, com certeza, o presidente Lula e os petistas não esperavam. Depois de mensalão, vampiros da saúde, sanguessugas e o dossiêgate, agora, é um membro da própria Família Lula da Silva, que disse que Geraldo Alckmin é "a melhor opção para o Brasil". Trata-se da opinião do irmão do presidente Lula, Jackson Inácio da Silva, que votou em Geraldo Alckmin no primeiro turno e disse que vai repetir o voto neste segundo turno. Veja a matéria completa, assinada pela repórter Ana Paula Scinocca, e publicada pelo do Estadão, nesta quinta-feira, 12 de outubro:

'Vou com Alckmin', diz irmão de Lula

Ana Paula Scinocca
Jackson Inácio da Silva, um dos irmãos do presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já definiu seu voto. Ao contrário do que se poderia imaginar, o mestre de obras de 52 anos - nove a menos do que o irmão presidente - vai repetir no dia 29 o que já fez no primeiro turno: votar em Geraldo Alckmin (PSDB). Dizendo-se decepcionado com a gestão do irmão, 'que não vê desde a posse (em 1º de janeiro de 2003), Jackson afirmou que a administração de Lula é marcada pela escolha de uma equipe ruim. 'Ele é muito mal assessorado. Começou errando quando não soube escolher sua equipe', avaliou. 'Não sou só eu quem está decepcionado com o governo Lula. É o Brasil inteiro', prosseguiu.Jackson, que mora em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, com a mulher e três filhos, lamenta os escândalos de corrupção que marcaram o governo do irmão mais velho. Mas diz não acreditar que Lula 'não sabia' de nada.'É impossível que ele não soubesse de nada. Seria muita ingenuidade acreditar nisso', disse ontem, em entrevista, por telefone, ao Estado.'Não era isso o que esperávamos dele. Todos esperávamos um governo com mais coerência', observou. Para Jackson, o governo do petista merece, no máximo, 'nota 5 ou 6'.O irmão do presidente-candidato vai além. Disse que Lula demorou para afastar os ministros envolvidos nos escândalos de corrupção e que continua tendo relacionamento estreito com o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - acusado de ser o operador do mensalão - e com José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado. 'Eles continuam todos comendo no mesmo prato', acusou.
Sobre a escolha de votar em Alckmin, Jackson disse que o tucano é, desde o início da campanha, a 'melhor opção' apresentada. 'Eu sou contra a reeleição, ainda mais no caso do governo Lula, que deixou a desejar.' Além do mais, disse ele, 'o Alckmin pode representar mudança'. Jackson contou que desde que assumiu a Presidência o irmão nunca mais procurou a família. 'Eu falo apenas com os meus irmãos de São Paulo, como o Frei Chico', disse.'Mas agora acho que alguém vai me ligar para reclamar da minha decisão.' E logo avisa: 'Vou com o Alckmin. Não tem jeito.'

3 Comentários:

Às outubro 16, 2006 , Anonymous Anônimo disse...

O Lula, que comprou um avião de luxo e em cujo governo os bancos tiveram os maiores lucros da história, ainda tem coragem de vir a público e afirmar que "governa para os pobres".
Mas, a realidade está aí. O Lula não consegue agradar nem ao seu próprio irmão, que deve ser também uma pessoa simples, mas de bom senso.

 
Às outubro 16, 2006 , Blogger Juraciara disse...

Renato,
Adorei sua visita! Volte sempre, pois é bem vindo!
Minha vontade era não ir de Lula nem de "Geraldo" (como ultimamente ele gosta de ser chamado), mas como não tenho opção -nulo e branco não é opção - sou obrigada a não corroborar com a roubalheira do governo petista.
Outro dia estava lendo que a Heloísa Helena andou recebendo cartas de ameaça para que desse seu apoio a Lula...confesso que me espanta o jeito que o PT faz política: usando de chantagem, dossiês, e outras coisas deste tipo...chega a me dar medo deste segundo turno durar o mesmo tempo que durou (e dura, por hereditariedade) o governo Fidel Castro!
Um grande abraço.
E volte sempre!

 
Às outubro 16, 2006 , Blogger Unknown disse...

Vice de Cristovam vai de Alckmin

A posição de neutralidade do PDT no segundo turno das eleições não impediu que o vice de Cristovam Buarque na disputa presidencial, o senador Jefferson Péres (PDT-AM), declarasse apoio a Alckmin.

Mas ele admite: o grande derrotado pela neutralidade do partido é o candidato do PSDB. Ele explicou o porquê ao repórter Felipe Recondo, repórter do blog [Blog do Noblat - Brasília]

O PDT decidiu pela neutralidade no segundo turno e o senador Cristovam Buarque (PDT) disse que não vai declarar apoio a ninguém. E o senhor?


Péres - O Alckmin é o melhor para o País neste momento. Seria até bom para o PT perder e voltar a ser oposição, para o partido se purificar. Independente disso, continuo a defender um entendimento de alto nível, uma concertação para os próximos quatro anos.


Por que apoiar Alckmin?


Péres - Acho que, embora os laços históricos do PDT sejam mais fortes com o PT, eu acho que nesses quatro anos do governo Lula, esse naufrágio ético criou um fosso entre nós e o governo. Por outro lado me agrada no Alckmin, não só a boa gestão que ele fez em São Paulo, mas o fato de ele ser um homem da linha Mário Covas.


O que o senhor achou da decisão do partido?


Péres - Em tese eu acho que o partido tem que tomar uma posição. Mas eu acho que (a neutralidade) foi uma decisão pragmática, porque vi o partido muito dividido (...) Nem sempre em política pode-se fazer o melhor.


Com essa decisão, aonde vai o eleitor do PDT?


Péres - O eleitor do PDT vai se dividir em três partes. Os pedetistas históricos, na linha mais de esquerda e nacionalista, estão indignados com o Lula, mas não admitem votar num partido que eles consideram de centro-direita. Esses vão votar em branco ou nulo. Há uma ala mais moderada do partido que tende a votar no Alckmin. E há aqueles que, tão de esquerda, preferem esquecer os desvios éticos de Lula e votar no que eles consideram ser ainda a esquerda. Só não me pergunte qual será o tamanho dessas três fatias.


Independente do tamanho, essa divisão prejudica o Alckmin. Afinal, ele precisa desses votos para alcançar o Lula, não é?


Péres - É. Isso não favorece o Alckmin. Do ponto de vista político, o apoio do PDT seria importante para ele. Acho que foi ruim para o Alckmin.

 

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