domingo, abril 27, 2014

Padilha recebe apoio oficial do PC do B de São Paulo

Alexandre Padilha: "Não tenho medo de cara feira e de injúrias" 
Neste sábado, 26, o Diretório Estadual do PC do B de São Paulo promoveu uma reunião para oficializar seu apoio à pré-candidatura de Alexandre Padilha (PT-SP), ao governo do estado. No evento, que reuniu lideranças do partido comunista e petistas, Alexandre Padilha afirmou que “não tem medo de cara feia e de injúrias”, referindo-se às denúncias de seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef preso na Operação Lava a Jato.


Mas, no evento do PC do B, coube ao presidente do PT, Rui Falcão, fazer o discurso mais duro contra o PSDB paulista. “A oposição não tem moral para querer fazer algum tipo de debate ético. Eles estão envolvidos no cartel do metrô e outras coisas. São calúnias que não vão prosperar”, disse Falcão.

Por sua vez, o presidente do PCdoB em São Paulo, Orlando Silva, também saiu em em defesa de Padilha. “O jogo tem que ser jogado em campo. Não adianta querer ganhar a partida antes de o jogo começar", disse Orlando Silva, que deixou o Ministério do Esporte após ser também acusado de corrupção no Ministério. 


Sinal de alerta

Mas, com a citação do nome de Alexandre Padilha na Operação Lava a Jato, que investiga esquema de lavagem dinheiro, a bancada federal do PT programou para hoje, uma reunião emergencial com o ex-ministro da Saúde para discutir o assunto e avaliar sua repercussão na campanha eleitoral. O encontro não foi divulgado oficialmente. 


Os petistas avaliam como muito positivo o posicionamento do ex-ministro, que negou ligação com o doleiro Alberto Youssef. E a cúpula do PT já adiantou que não cogita a substituição do nome dele para a sucessão estadual. Porém, há informações de que os petistas temem que novas revelações enfraqueçam o nome de Padilha, que ainda não deslanchou nas pesquisas de intenção de voto.

Na sexta-feira, 2, está programada uma reunião da presidente Dilma Roussef com o ex-presidente Lula, quando os dois deverão conversar sobre as denúncias que atingiram petistas e o governo federal, como também a situação de Alexandre Padilha. Para o Palácio do Planalto, a estratégia é deixar a presidente Dilma distante de qualquer polêmica ou denúncias envolvendo integrantes da legenda na Operação Lava a Jato.

O nome de Padilha surgiu após interceptação de mensagens trocadas entre o deputado André Vargas (PR), que, como o Quintal da Notícia já noticiou, se desfiliou do PT na sexta-feira, e o doleiro Alberto Youssef. Os dois comentam a indicação de Marcus Cezar Ferreira de Moura para a Labogen, um laboratório usado como fachada por Youssef. No diálogo, Vargas teria passado ao doleiro o contato do executivo e avisado que foi "Padilha quem o indicou".

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