Mesmo tendo sido líder do governo no Senado nas gestões de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) mudou de lado. O senador peemedebista também já prega publicamente voto para o candidato tucano à Presidência da República, ignorando o fato de que o presidente nacional do PMDB, principal aliado do Governo, Michel Temer, é o vice-presidente e candidato à reeleição na chapa de Dilma Rousseff.
Conforme matéria publicada na Folha de S.Paulo, Romero Jucá fez a declaração na noite de quarta-feira, 13 de agosto, data da morte de Eduardo Campos, que era o presidenciável do PSB. Foi durante um evento organizado pelo Corecon-RR (Conselho Regional de Economia de Roraima), em Boa Vista. O áudio do discurso de Jucá foi divulgado pelo site "Rede Brasil Atual".
Nessa palestra para economistas, o senador fez um discurso de mais de 40 minutos com diversas críticas às opções ideológicas e à forma de como o governo Dilma conduz a economia do país. Jucá teria também se empenhado em trabalhar para reduzir a vantagem da petista sobre Aécio na região Norte.
"Fui líder do FHC, líder do Lula e líder no começo do governo da Dilma, mas sou economista. Vou dizer a vocês com muita sinceridade: do jeito que o governo tá tocando a economia, não voto no PT, não voto na Dilma", disse. "A gente tinha duas opções de voto: era o Aécio e o Eduardo. Hoje perdemos uma. Não quero influenciar ninguém, mas eu vou falar meu voto. Eu vou votar no Aécio", afirmou Jucá.
O senador de Roraima falou também durante o encontro sobre a vantagem de Dilma em outras regiões do país, afirmando que o Aécio "vence no Sul e Sudeste, mas perde com grande diferença no Nordeste, Norte e Centro-Oeste", afirmou. "Onde é que a Dilma tá ganhando? Essa diferença tá onde? No Nordeste, com 51% para Dilma e 16% para o Aécio. Vai ter que diminuir a diferença. E no Centro-Oeste e no Norte, que é 25 pontos a diferença em prol dela. Se depender de mim, Roraima vai diminuir um pouco essa vantagem", enfatizou.
O senador disse ainda que "tem conversado com Aécio" e, no caso de vitória tucana, já exitem estudos para ajustes nas legislações de PPP (Parceria Público-Privadas) e de licitações. Isto, segundo Jucá, seria para resolver o "problema da legislação de licença ambiental". Aos economistas, Romero Jucá defendeu também que "o Brasil lance um grande programa de concessões em 2015".
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