quarta-feira, agosto 29, 2007

Supremo transforma mensaleiros em réus

Agora não é mais uma questão de disputa política entre oposição e governo. Depois de cinco dias de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou hoje o julgamento do caso mensalão, o maior escândalo político da história brasileira e trnsformou os 40 denunciados em réus. O mensalão, comandado por diversos membros do PT - parlamentares e dirigentes - era o esquema que financiava parlamentares do PT e da base aliada em troca de apoio político ao governo.
Entre os acusados, hoje tranformados em réus, estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) - foto -Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), o empresário Marcos Valério, os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), além do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
Os ministros do STF julgaram a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra os envolvidos no escândalo. O mensalão foi denunciado em 2005 por Jefferson.
Confira a lista dos denunciados que já viraram réus e os crimes a que responderão:

Acusados e crimes


Marcos Valério - corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Cristiano Paz - corrupção ativa (2x), peculato (3x) e lavagem de dinheiro

Ramon Hollerbach - peculato (3x), corrupção ativa e lavagem de dinheiro

Henrique Pizzolato - peculato (2x), lavagem de dinheiro e corrupção passiva

Luiz Gushiken - peculato

Kátia Rabello - gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro

José Roberto Salgado - gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro

Vinícius Samarame - gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro

Ayanna Tenório - gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro

Simone Vasconcelos - lavagem de dinheiro

Geiza Dias dos Santos - lavagem de dinheiro

Rogério Tolentino - lavagem de dinheiro

Anderson Adauto - lavagem de dinheiro (2x) e corrupção ativa

Paulo Rocha - lavagem de dinheiro

Professor Luizinho - lavagem de dinheiro

João Magno - lavagem de dinheiro

Anita Leocádia - lavagem de dinheiro

José Luiz Alves - lavagem de dinheiro

Pedro Henry - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

José Janene - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Pedro Corrêa - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

João Cláudio Genu - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Enivaldo Quadrado - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Breno Fischberg - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Carlos Alberto Quaglia - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Valdemar Costa Neto - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Jacinto Lamas - corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

Bispo Rodrigues - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Antonio Lamas - lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Roberto Jefferson - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Romeu Queiroz - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Emerson Palmieri - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

José Borba - corrupção passiva e lavagem de dinheiro

José Dirceu - corrupção ativa e formação de quadrilha

José Genoino - corrupção ativa e formação de quadrilha

João Paulo Cunha - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato

Delúbio Soares - corrupção ativa e formação de quadrilha

Silvio Pereira - formação de quadrilha

Duda Mendonça - lavagem de dinheiro

Zilmar Fernandes - lavagem de dinheiro

quinta-feira, agosto 23, 2007

STF julga "bando" do Mensalão

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira o julgamento dos parlamentares, assessores e empresários envolvidos no mensalão, maior e mais vergonhoso caso de corrupção ocorrido sob o Governo Lula. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, propôs que o STF (Supremo Tribunal Federal) aceite as denúncias contra os 40 acusados de envolvimento no caso. Mas ele lembrou que "não estão em julgamento instituições" e sim "condutas individualizadas".
Na sua opinião, os denunciados tiveram um comportamento próximo ao que é comum ao "submundo do crime". Ele ainda apontou responsabilidades diretas ao ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), no envolvimento com esquema, por sua influência política.
"É notório que ele - Dirceu - exercia influência política, sempre teve e ainda tem grande importância nas deliberações do Partido dos Trabalhadores", afirmou o procurador, referindo-se ao ex-ministro.
Antonio Fernando mencionou ainda que o empresário Marcos Valério tinha acesso livre com Dirceu. Também citou uma reunião de diretores dos bancos BMG e Banco Rural com o ex-dirigente do PT Delúbio Soares e Marcos Valério. Antes, ele lembrou que houve a liberação de "vultuoso" empréstimo de dinheiro para o PT.
Provas do crime
"Os elementos probatórios revelam a existência de um eficiente sistema de repasse de valores especialmente a integrantes de diversos partidos que se utilizaram de mecanismos altamente suspeitos de que são exemplos o desprezo absoluto por procedimentos bancários regulares", afirmou o procurador-geral.
Em seguida, Souza levantou suspeitas sobre os repasses de dinheiro efetivados. Segundo ele, o correto teria sido utilizar os mecanismos bancários comuns e não escolher lugares "inadequados".
"A entrega de elevadas quantias em espécie, em locais inadequados: quartos de hotéis e bancas de revistas com a preocupação muito grande inviabilizar a localização do destinatário", disse o procurador-geral.
Perguntas sem respostas
Souza falou por cerca de uma hora. Antes de concluir, ele deixou algumas perguntas no ar. "Por que não agir às claras como procedem as pessoas de bem? Por que não foram utilizados os mecanismos bancários vigentes no país? Por que o dinheiro era depositado em contas bancárias no exterior? Por que o empresário Marcos Valério e Delúbio Soares mentiram?".
Ao finalizar sua leitura, Souza afirmou que só há uma única conclusão: "todos os denunciados participaram das ações ilícitas expostas na denúncia".
Na denúncia, o procurador-geral cita 40 pessoas envolvidas com o escândalo. Além de José Dirceu, são citados o deputado José Genoino (PT-SP), o publicitário Marcos Valério e os ex-dirigentes petistas Delúbio Soares e Silvio Pereira, dentre outros acusados.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Deportação de cubanos ainda gera polêmica

Apesar das informações do Governo brasileiro de que agiu dentro da lei ao depotar os pugilistas cubanos em tempo recorde, o caso continua tendo repercussão negativa no Brasil e no exterior. Os boxeadores Guillermo Rigondeaux (foto)e Erislandy Lara, que desertaram durante os Jogos Pan-Americans do Rio de Janeiro, foram "detidos" pela Polícia Federal e, em tempo recorde, foram mandados de volta para Cuba. Ondem, foi a vez do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), engrossar o coro da oposição, ao afirmar que a atitude das autoridades brasileiros vai de encontro à tradição do pais que sempre acolheu todos aqueles que agui pediram abrigo político.Agora, os dois cubanos encontram-se numa casa de visita, em Havana, e o ditador Fidel Castro, que os acusou de "traidores da pátria", já avisou que eles não competirão mais por Cuba. Fidel dise também que Cuba poderá não participar do próximo campeonato mundial de boxe, nos Estados Unidos, justamente para evitar novas deserções. Ou seja, a Polícia e o Governo de Lula agiram de acordo com a vontade de Cuba e contribuiram para que os dois rapazes acabassem presos em seu país. É essa a democracia pregada pelo governo do PT?Para rebater as críticas da oposição, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirma que os pugilistas se arrempederam e demonstraram desejo de voltar para Cuba. "Não tínhamos o direito de sequestrar os pugilistas", disse Genro. Não poderia haver outra desculpa esfarrapada maior que essa! A não ser a polícia, nenhum órgão de defesa dos direitos humanos e nem imprensa acompanharam as entrevistas com os pugilistas. Foi incrível a rapidez com que o Governo Lula "atendeu" o desejo dos cubanos. Mas, quando Lula retornar de sua "turnê" pela América Central, com certeza, ele vai dizer que "não sabia de nada".

Renan ainda resiste e preocupa governo

A situação política do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), complica-se a cada dia que passa, principalmente, depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. O STF acatou também o pedito feito pelo procurador-geral da República, Antônio Fernandes de Souza, para abrir inquérito contra o senador alagoano.Nesta terça-feira, Calheiros saiu da defensiva e ameaçou alguns senadores, como o seu desafeto, José Agripino (RN), líder do DEM, afirmando que nenhum outro senador aguentaria uma semana de investigação como ele vem aguentando no Senado.A insistência de Renan em permanecer no cargo, mesmo com processo no Conselho de Ética e mais duas acusações graves - de beneficiar uma indústria de cerveja e compra de rádios com dinheiro vivo - já começa a preocupar o Governo Lula. Os governistas gostariam de continar com Renan na presidência, mas já admitem que ele poderá perder o mandato. Enquanto isso, a oposição tenta emplacar o nome de Jarbas Vasconcelos (PE) que, apesar de ser do PMDB, é um dos mais severos críticos do Governo Lula.

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