quinta-feira, abril 27, 2006

Mais quatro crimes nas costas de Palocci

Parece mesmo que de ex-ministro todo poderoso da Fazenda, Antonio Palocci, terá que passar seus próximos dias, meses e anos ocupado em se defender de quase uma dezena de crimes de que é acusado. Nesta quinta-feira, Palocci foi ouvido pela Polícia Civil, em Brasília, pelos crimes de que é acusado quando administrava a cidade de Ribeirão Preso e acabou sendo indiciado em mais quatro crimes: lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de quadrilha e peculato (corrupção). O ex-ministro negou qualquer responsabilidade sobre as possíveis irregularidades na contratação de empresas de varrição pela Prefeitura de Ribeirão Preto. O inquérito contra Palocci foi aberto pelo delegado seccional daquela cidade,Benedito Valencise, que pretende indiciar outras pessoas envolvidas nesses crimes. Segundo as investigações, Palocci e os demais suspeitos teriam desviado recursos públicos para repassar à empresa de varrição Leão Leão e ao PT, o que configuraria crime de peculato.
O ex-ministro da Fazenda do Governo Lula já havia sido indiciado na Polícia Federal por quatro crimes: quebra de sigilo bancário e funcional, prevaricação e denunciação caluniosa. Para a PF, Palocci é o mandante da ordem de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que acusou o ex-ministro de freqüentar uma casa em Brasília usada para encontro de lobistas e festas com garotas de programa.

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Saia justa para Lula no STF

Depois de ter se recuperado um pouco dos duros golpes do mensalão e de tantas CPIs contra corrupção, o presidente Lula (PT), passou por uma tremenda saia justa, nesta quinta-feira, durante a posse da ministra Ellen Gracie na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal). Sentado entre a nova presidente da Suprema Corte, Ellen Gracie, e do Procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, Lula ouviu um duro discurso do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Roberto Busato (de costas), que apontou o Governo Federal, o Congresso e a morosidade do Poder Judiciário como responsáveis pelo agravamento da crise política no país.
Busato iniciou afirmando que "a República padece da pior das crises: a crise de credibilidade, a crise de confiança", e completou: "O comportamento indecoroso de alguns agentes públicos expôs ao desgaste as instituições do Estado aprofundando o descrédito que já o fragiliza perante a sociedade". "Precisamos por fim a sensação de que este é o país da impunidade. Esta providência reclama não apenas investimentos materiais e estruturais no Judiciário, mas também, sobretudo, determinação moral dos agentes políticos em cortar na própria carne". O presidente da OAB ainda condenou as absolvições pela Câmara de deputados envolvidos no esquema do "mensalão". "A atitude do Congresso soa à população brasileira como desprezo escárnio à Justiça", afirmou. "A pergunta que ecoa da voz das ruas é uma só: Perdemos a compostura?"
Antes do discurso azedo de Roberto Busato, Lula ouviu também o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que recentemente denunciou 40 pessoas entre parlamentares, muitos do PT, assessores e empresários, acusando-os de fazerem parte de uma quadrilha para se manter no poder. O procurador defendeu a agilidade na conclusão das investigações dos envolvidos no "mensalão". "Os acontecimentos que estamos vivenciando devem ser equacionados e solucionados rigorosamente mediante a aplicação dos mecanismos de fiscalização e controle constitucionalmente previstos". Para Souza, as punições devem ser adotadas para todos, independentemente dos cargos que ocupam. "Não há autoridade dotada de poderes ilimitados, nem imune à devida fiscalização, controle e responsabilização".

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Ellen Gracie assume a presidência do STF

Este 27 de abril ficará marcado na história do Poder Judiciário do Brasil. Terminou há pouco a posse da ministra Ellen Gracie na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela é a primeira mulher a presidir o STF em toda a história da Suprema Corte. Gracie substituiu Nelson Jobim, que deixou o Supremo no final do mês. Centenas de autoridades prestigiaram o evento histórico, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, senadores, deputados, ministros de Estado e ministros do STF e Governadores. O presidente Lula exaltou o poder das mulheres. O ministro Celso de Mello fez o discurso de saudação em nome do Tribunal. Ele ressaltou o momento histórico vivido pelas mulheres no país e desejou à ministra uma gestão eficiente."Não creio que palavras possam descrever, adequadamente, o alto significado que este momento histórico representa não só na existência do Supremo Tribunal Federal, mas, sobretudo, na vida de nosso povo e na história das mulheres brasileiras, cujo esforço, talento e valor têm contribuído, de modo decisivo, para tornar o Brasil um país mais digno, mais justo, mais forte, mais consciente de sua importância e mais aberto a todos, sem exclusões, sem discriminações e sem intolerância", disse Mello em seu discurso.
Visivelmente emocionada, Ellen Gracie agradeceu a todos, destacando as autoridades, amigos e familiares. Ela afirmou que não é fácil substituir um presidente como Nelson Jobim, mas afirmou que não medirá esforços e que fará tudo que for possível para que o Supremo, como instância máxima da justiça brasileira, seja realmente o abrigo judicial que todos os brasileiros esperam dele e de todos os seus membros.

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Daniela Mercury pede que o Brasil não reeleja Lula


Fazendo shows em Portugal, a cantora Daniela Mercury pediu que os brasileiros não votem em Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições, em outubro deste ano. A afirmação da cantora baiana, foi feita ao jornal "Correio da Manhã", após apresentar-se em uma feira no Pavilhão de Exposições de Aveiro. Mercury defendeu a alternância de poder e ressaltou os escândalos de corrupção que envolvem o atual governo. "Eu sei que estavam na minha frente milhares de brasileiros que têm o direito de votar e eleger. O Brasil precisa de alternância, porque o segundo mandato de cada governo tem sido frustrante. Veja o exemplo de Fernando Henrique Cardoso e agora o exercício do poder pelo PT, liderado pelo presidente Lula, que eu nem quero entrar em detalhes. Estamos desapontados com a fragilidade de algumas pessoas que tinham obrigação de dar o exemplo", disse a cantora. Daniela afirmou que o Brasil precisa dar a pena correta a quem comete crimes, para acabar com a impunidade "que reina no país e que é prejudicial à democracia e ao povo brasileiro". "Estamos cansados da violência e dos exemplos dados pelos políticos nessa democracia da corrupção", desabafou. "Realmente, é muito importante que os brasileiros não votem em Lula, como punição por tudo o que aconteceu nos últimos anos. Não me cansarei de pedir aos meus conterrâneos, em todos os meus shows. "Segundo o "Correio da Manhã", a cantora deve se apresentar nesta quinta-feira, em Lisboa.
Em fevereiro deste ano, Daniela Mercury esteve na cidade de Osasco - na Grande São Paulo - administrada pelo petista Emidio de Souza. Na ocasião, a cantora fez o show de encerramento das festividades de aniversário da cidade, que reuniu mais de 50 mil pessoas, como mostra a foto de Cesar Greco.

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Servidor congelado

Funcionário efetivo, servidor contratado, comissionado e assessor. Todos esses termos podem ser usados para se referir a servidores públicos, uma vez que são diversos os regimess de contratação usados pela administração pública. Mas, "servidor congelado", essa eu nunca tinha ouvido falar. E vem da cidade de Osasco.
Segundo um funcionário, que encontra-se na "geladeira", como ele diz, essa é uma nova categoria de servidores, que não teriam a "confiança" dos atuais secretários, ou diretores da administração do prefeito Emidio de Souza PT). "Sou funcionário efetivo da Prefeitura há mais de dez anos e sempre tive cargo em comissão, ou seja, de confiança. Agora, com a nova administração, eles me congelaram. Eu vou lá apenas para assinar a folha de ponto. Estou esperando que eles arrumem um lugar para que eu possa trabalhar", disse o funcionário congelado. Segundo consta, há outros funcionários nessa mesma situação.
Quem acaba perdendo com essa alternância, não apenas do administrador, mas também dos funcionários, é sempre o povo. A cidade de Osasco é um bom exemplo para essa alternância nociva ao cidadão que paga os impostos e os salários dos servidores. Nos últimos 14 anos, a cidade foi governada por um mesmo grupo político, liderado por Celso Giglio (PSDB), que também sucedera a um amigo da época, Francisco Rossi, em 1992. Durante todo esse tempo, houve mudanças mas em menor escala.
Agora, com a eleição do prefeito Emidio de Souza (PT), a mudança foi total dos cargos de comissão. É bom destacar que isso não é privilégio do PT. Ao serem eleitos, todos os governantes de partidos diferentes acabam fazendo uma limpeza de funcionários que eram de confiança de seus adversários. Daí vem o grande prejuízo da sociedade. Se os políticos cumprissem a Constituição que eles mesmo fizeram e deixassem a alternância de poder apenas para o administrador, enquanto os cargos contuassem sendo ocupados por funcionários de carreira, a população seria muito melhor atendida. Daqui a dois anos, se houver nova troca de poder, todos aqueles que hoje estão aprendendo suas funções, inclusive, a de atender o público serão novamente substituídos.
Esse problema não é verificado apenas nas prefeituras. O Governo Lula fez isso também em nível federal. Foram criados milhares de cargos de confiança e, apenas como exemplo, citamos a Embrapa, órgão que sempre desempenhou importante papel na área de pesquisas no campo, teve muitos funcionários técnicos de carreira afastados, para que em seus lugares fossem colocados servidores apadrinhados do PT ou de partidos da base governista. Quando tivermos governantes que realmente pensem nas próximas gerações e não nas próximas eleições, aí sim, estaremos perto do fim dessa farra de cargos públicos.
Se você também está nessa condição de "servidor congelado", faça um comentário nesta nota, ou nos mande por e-mail o teu caso: renato1254@yahoo.com.br

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Imprensa de visual novo

Quem entra hoje no Departamento de Imprensa da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Osasco - na Grande São Paulo - com certeza, nota uma grande diferença em relação ao que era em anos anteriores. Totalmente reformado, o espaço, que nas administrações passadas, não passava de um amontoado de salas com móveis velhos, pisos quebrados e forro desabando sobre as pessoas, hoje é outro completamente diferente. Melhor dividido e com divisórias novas, como também são novos o piso e o forro, hoje o Departamente tem mais espaço e dá mais condições de se trabalhar.
Pelo jeito a reforma, que começou no final do ano passado ainda não terminou e alguns funcionários reclamam agora é da falta de mesas e cadeiras. Como aumentou o número de servidores no departamento, muitas vezes alguns têm que permanecer de pé, ou sair para dar uma volta até que o colega desocupe uma mesa. Até porque, para exercer sua função de jornalista, o funcionário do departamente necessita, no mínimo, de mesa e cadeira. Quando estão todos ao mesmo tempo no local, a disputa por um lugarzinho fica difícil. Mas, já garantiram que essa disputa vai acabar logo.

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Giglio recebe pré-candidato tucano ao Senado

O ex-prefeito de Osasco e pré-candidato a deputado estadual, Celso Giglio (PSDB), recebeu em seu escritório político, no Centro de Osasco, na segunda-feira, 24 de abril, um dos pré-candidatos tucanos ao Senado. Trata-se do professor e deputado federal, Antônio Carlos Mendes Thame, ex-prefeito de Piracicaba. Para a ocasião, Giglio reuniu centenas de correligionários e simpatizantes de sua campanha, que ouviram uma verdadeira "aula" de política do professor Mendes Thame. Participaram também da reunião política, o ex-prefeito da cidade, Silas Bortolosso, e os vereadores do PSDB, Jair Assaf e Cláudio Piteri, candidato a deputado federal que fará dobradinha com Celso Giglio. (Foto de Ismael Francisco).

De bicos afiados - Dentre outros aspectos políticos, além do grande número de pessoas, o evento no escritório de Giglio mostrou que os tucanos de Osasco estão com os bicos afiadíssimos para a campanha eleitoral. Após abrir a reunião e agradecer aos presentes, Celso Giglio frisou que "reuniões como essa servem para recarregar as baterias para a campnha". Destacando ações de suas duas administrações, como a construção de dois hospitais municipais, Giglio enfatizou: "Precisamos regastar Osasco das mãos de quem pensa apenas no poder e não no povo. Nossa cidade tem que aparecer nos jornais pela sua grandeza, pelo seu progresso, e não porque alguns que fazem política por aqui são acusados dos piores crimes de corrupção", disse o ex-prefeito, fazendo alusão, sem citar o nome, ao caso do deputado federal João Paulo Cunha, que apesar de ter sido absolvido pela Câmara dos Deputados, teve seu nome incluído na denúncia do Procurador Geral da República como beneficiário do valerioduto.
Em seu discurso, Mendes Thame salientou que o Brasil vive uma crise política e moral. Como alerta, ele disse que o eleitor deve ter em mente que os administradores públicos precisam ter, essencialmente, quatro qualidades básicas: honestidade, competência, sensibilidade social e saber agir em conjunto. "Peço o voto de vocês e afirmo que para felicidade do PSDB, o Celso Giglio tem todas essas qualidades". A outra pré-candidata ao Senado pelo PSDB é a deputada federal Zulaê Cobra que também estará em Osasco, no escritório de Celso Giglio, no próximo dia 4 de abril.

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segunda-feira, abril 24, 2006

Impeachement continua rondando Brasília

Uma hora é na Câmara, outra hora é na OAB e quase sempre no Senado da República o assunto sobre um possível impeachment do presidente Lula sempre volta à tona. Na OAB o negócio parece ser sério e a Ordem dos Advogados, sem qualquer coloração política, diz que vai tratar do assunto, principalmente após a denúncia do Procurador Geral da República, que muito mais do que a CPI dos Correios, denunciou 40 pessoas, entre políticos, assessores e empresários, qualificando o caso "mensalão" como quadrilha. Dentre os acusados pelo Procurador Geral estão os ex-ministros de Lula, José Dirceu e Luiz Guchikem, além de todos os parlamentares que se beneficiaram do valerioduto.
Recentemente no Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), voltou a defender o impeachment, afirmando que seria impossível acontecer tudo isso no governo sem que o Lula soubesse de nada. O PPS também já tomou decisão favorável a um pedido de impeachment. Já para o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, isso "não tem racionalidade jurídica, nem fundamento ético ou político".
É certo que o presidente Lula continua tendo uma grande aceitação popular, principalmente dentre os mais pobres, justamente aqueles que precisam continuar recebendo as esmolas do governo para sobreviver. Porém, nas classes mais esclarecidas da sociedade a avaliação de seu governo continua despencando. Para constatar isso não necessária é nenhuma pesquisa. Para nós jornalistas, inclusive, basta uma conversinha com os colegas de redação para notarmos que aquele clima de otimismo que reinava antes da eleição de 2002 foi substituído por um profundo sentimento de decepção. Se a grande imprensa, ou pequenos veículos de comunicação, ainda continuam defendendo um ou outro ponto do governo federal, isso deve-se basicamente à dependência que eles têm de anúncios publicitácios e jamais por convicção de profissionais da imprensa livre deste país.
Diante desse quadro pode ser até que os petistas e o presidente Lula continuem a acreditar que o mar de lama que assola esse governo não interferirá na reeleição. Mas, queira eles admitir ou não, o fato é que não há governo neste planeta que não se incomode com esse negócio de impeachment sendo falado a todo momento, com partidos políticos dizendo que vai entrar com processo e com entidades como a OAB, afirmando que vai tomar decisão sobre o assunto. A não ser que os petistas - mesmo sonhando - viajaram para o espaço com o austronauta Marcos Pontes e ainda não acordaram para a realidade brasileira.

sexta-feira, abril 21, 2006

Minas Gerais, 21 de Abril e Liberdade




Logo após à morte de Telê Santana, (à esquerda) hoje, por volta do meio-dia, fiquei imaginando de como está interligada a data de 21 de Abril com a história de Minas Gerais. Como mineiro, lembro-me das primeiras lições de história e de como a professora falava com entusiasmo sobre a figura de Tiradentes, o primeiro grande Mártir da Independência do Brasil. E é justamente pela força desse movimento de libertação, que a Bandeira de Minas traz a inscrição: "Libertas Qua sera Tamen", que quer dizer: "Liberdade ainda que tardia".
Portanto, o 21 de Abril, feriado em todo o Brasil e registrado em todos os livros de História, é muito forte em Minas Gerais, que além de Tiradentes, perdeu também em 21 de abril de 1985, outro grande mineiro, Tancredo Neves (ao centro). E hoje, perde Telê Santana. Se analisarmos a história destes três mineiros, veremos que a liberdade é um traço comum de suas vidas.
Todos conhecem a história de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que por liderar a Inconfidência Mineira, foi condenado e morto por enforcamento no dia 21 de abril de 1792. Ele, como todos os colonos da época, se insurgiu contra o domínio de Portugal e, sobretudo, contra os altos impostos cobrados. Os Inconfidentes deveriam se manifestar justamente no dia da Derrama, nome dado à cobrança de um imposto que significava um quinto sobre a produção de ouro da época. É bom lembrar que hoje, a carga tributária que o brasileiro paga não é apenas de um quinto - o que equivale a 20% - e sim 38% de tudo que se produz no País. Já estamos precisando de outro Tiradentes.
Na década de 80, o Brasil passava por outra fase difícil de sua vida política, social e econômica. Ao ver derrotado o Movimento das Diretas Já, Tancredo Neves se propôs a disputar a Presidência da República pelo Colégio Eleitoral. E foi pela garra e pelo sentimento de liberdade desse outro mineiro, que o Brasil se livrou das eleições indiretas, uma das últimas marcas da ditatura militar. Tancredo morreu no dia 21 de abril de 1985, antes de tomar posse, mas deixou a porta aberta para que o Brasil pudesse eleger diretamente os seus futuros governantes.
Agora, também num 21 de abril, Minas perde outro grande filho: Telê Santana. Muitos podem indagar qual o laço de liberdade que vejo na vida de Telê, para compará-lo a Tiradentes e a Tancredo. É claro que não é no campo político partidário, se bem que todos os atos do homem são essencialmente atos políticos. Mas, mesmo que Telê jamais tenha se embrenhado pela política partidária, suas ações como homem sério, competente e lutador contra muitas coisas prejudiciais ao ser humamo, como por exemplo, o tabagismo, o colocam muito acima de pessoas medíocres que hoje se intitulam como políticos brasileiros. E o traço de liberdade está justamente naquilo que Telê escolheu como profissão: o futebol. As dezenas de títulos conquistados falam por si só, porém, foi a liberdade que os atletas de Telê tinham para jogar, que o diferencia dos técnicos de hoje que preferem um futebol-força, feio e retrancado, com raríssimas exceções.

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O Brasil perde um grande homem: Telê Santana

Morreu nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, o ex-técnico da seleção brasileira de futebol Telê Santana, aos 74 anos. Apesar de não ter conquistado o título de campeão, na Espanha, em 1982, Telê formou naquele ano, uma das melhores seleções que o Brasil já teve, comparada talvez apenas à seleção de 70, que conquistou o tri campeonato no México. Seu corpo será sepultado neste sábado, na capital mineira, para onde viajarão muitos amigos e, principalmente, atletas que não escondem um misto de tristeza, pela morte do "mestre", e de felicidade por ter trabalhado com Telê.
Nascido em Itabirito, este mineiro não era apenas um homem educado, atencioso e um excelente treinador. Era também um excelente caráter, um homem que se preocupava não apenas em ensinar seus atletas os segredos dentro das quatro linhas, mas sobretudo, se preocupava em prepará-los para vida fora dos campos de futebol.
E foi assim, falando da excelência de Telê Santana, que passei esta sexta-feira, ouvindo as rádios, vendo nas televisões e lendo na Internet muitos depoimentos de treinadores, de atletas, de amigos, de familiares ou de torcedores que jamais esquecerão de tudo que ele fez pelo futebol brasileiro. Telê é uma unanimidade. Assim, ouvi Reinaldo, Éder, Toninho Cerezo, Zico, Raí, Zeti, Parreira e muitos jornalistas falando das virtudes de um treinador que amava e defendia um futebol pra frente e sem violência. Certamente, até o momento do enterro, neste sábado, muitas outras personalidades brasileiras ainda darão entrevista falando do trabalho sério, dedicado e competente de Telê.
Como jogador, Telê Santana começou no Fluminense, onde ficou por dez anos. Dentre tantos títulos conquistados por Telê, destacamos o título do primeiro Campeonato Brasileiro pelo Atlético Mineiro, em 1971; dois Campeonatos Paulistas (1991 e 1992), um Campeonato Brasileiro (1991), duas Taças Libertadores da América (1992 e 1993) e dois Mundiais Interclubes (1992 e 1993) com o São Paulo Futebol Clube. Demonstrando todo o seu amor e o seu espírito caseiro, Telê recusou uma grande proposta para treinar um time da Espanha na década de 90. Ele também amava as coisas de Minas Gerais. Depois de já ter deixado o futebol, ele conseguiu um de seus desejos, que foi conhecer a pequena cidade de Miraí - zona da Mata de Minas - na região de Juíz de Fora. Miraí, cidade onde eu passei grande parte da minha adolescência, é a cidade de Ataúlfo Alves, cantor e compositor de "Meus tempos de Criança". Foi por gostar muito dessa música, que Telê Santana queria conhecer o "Meu pequenino Miraí" de Ataúlfo Alves. Com a morte de Telê Santana, o futebol perde um dos maiores treinadores de todos os tempos e o Brasil perde um grande homem.

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quarta-feira, abril 12, 2006

Conselho da Falta de Ética


A absolvição do ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), por 256 votos, foi realmente a gota d´água que faltava para acabar com o Conselho de Ética da Câmara. Conforme nota publica aí em baixo, diversos membros dos Conselho confirmaram nesta semana suas renúncias ao cargo. E, realmente, esses conselheiros não tinham mesmo mais o que fazer no Conselho de Ética, pois, após passarem horas, semanas e meses investigando as denúncias e concluindo pela cassação dos acusados de fazerem parte do mensalão, os conselheiros eram simplesmente ignorados pelo plenário da Câmara. Escondendo-se atrás do vergonhoso voto secreto, a maioria absolvia os mensaleiros como se o Conselho de Ética não existisse.
Sendo assim e vendo que o que prevalece no submundo da política é a mentira e a impunidade, o signatário deste blog dá uma sugestão para a nova composição do Conselho. Primeiro, ele deve mudar de nome: Poderia passar a ser chamado de "Conselho da Falta de Ética".
Quanto aos novos componentes, acredito que os partidos do mensalão não teriam problema para encontrá-los e nomeá-los. Veja, aí, como esse novo Conselho da Falta de Ética poderia ser formado:

Presidente: Ângela Guadagnin (PT-SP), a deputada dançarina que festejou, sambando, a absolvição de um colega petista. Foto à direita.

Conselheiros: Os demais membros do Conselho da Falta de Ética, por direito, deveriam ser todos os parlamentares acusados de terem se beneficiado do valerioduto, cassados ou absolvidos. Seriam eles: João Paulo Cunha (PT-SP), Wanderval Santos (PL-SP), João Magno (PT-MG), Romeu Queiroz (PTB-MG), Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Sandro Mabel (PL-GO), Pedro Henry (PP-MT), Valdemar Costa Neto (PL-SP), José Borba (PMDB-PR), Carlos Rodrigues (PL-RJ), Paulo Rocha (PT-PA), José Mentor (PT-SP), Josias Gomes (PT-BA), José Janene (PP-PR), Vadão Gomes (PP-SP), Pedro Corrêa (PP-PE), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP).

Controle externo: E, para se ter certeza de que a falta de ética e de decoro parlamentar fosse cumprida à risca, ainda se poderia ter um controle externo, formado, por exemplo, por homens "idôneos" como: Delúbio Soares, Silvio Pereira, José Genoíno e Marcos Valério, além do assessor de um deputado cearense, preso com dólar na cueca. A publicidade ficaria a cargo de Duda Mendonça.

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quinta-feira, abril 06, 2006

Membros do Conselho de Ética dão esperança ao Brasil

Mesmo com todo esse mar de lama de corrupção que assola o país, envolvendo principalmente os Poderes Executivo e Legislativo, nem tudo está perdido no Brasil em termos de adminsitração pública. E a prova de que o brasileiro pode e deve continuar usando o seu voto como a principal arma democrática para colocar o Brasil nos trilhos da moralidade, foi dada nesta quinta-feira, dia 6, pela maioria dos membros do Conselho de Ética.
Após a absolvição do ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), o oitavo parlamentar acusado de se beneficiar do "valerioduto" e absolvido pelo plenário, mesmo com o minucioso relatório do deputado Cezar Schirmer (PMDB-RS) - considerado por diversos juristas, como uma das mais completas peças já produzidas pelo Congresso - nove membros do Conselho resolveram renunciar por se sentirem desmoralizados pelo plenário da Câmara.
Também mostrando-se desampontado com as absolvições no plenário, o presidente do órgão Ricardo Izar (PTB-SP), pediu aos deputados que permanecessem no Conselho pelo menos até o final dos processos que estão em andamento. Cinco deles deverão atender ao pedido de Izar. São os titulares Nelson Trad (PMDB-MS), Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Benedito de Lira (PP-AL), e os suplentes Marcelo Ortiz (PV-SP) e Cláudio Magrão (PPS-SP).
Os outros quatro, no entanto, alegando que chegaram ao limite de seus deveres de parlamentares em respeito ao cidadão, vão mesmo deixar imediatamente o Conselho de Ética. Indignados, eles pretendem mostrar à nação que não compactuam com os acordos realizados na Câmara, após às cassações de Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP), inclusive, até com danças para festejar a impunidade. São eles: Júlio Delgado (PSB-MG), autor do relatório que cassou José Dirceu, Chico Alencar (PSOL-RJ), Orlando Fantazini (PSOL-SP) e Cezar Schirmer (PMDB-RS).
O Conselho é composto por 15 titulares e 15 suplentes. A saída de Alencar e Fantasini deve ampliar a participação do PT no Conselho de Ética. Os dois foram indicados quando estavam no PT e depois mudaram para o PSOL permanecendo no Conselho.
A decisão do plenário da Câmara de rejeitar o pedido de cassação de João Paulo Cunha abriu uma crise inédita no Conselho de Ética. "A crise está instalada no Conselho de Ética. Nos declaramos em crise", disse o deputado Chico Alencar. "Não temos mais o mínimo de representatividade."

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Serra pode ganhar no 1º turno, segundo o Ibope

A cada dia que passa, para desespero dos adversários, as pesquisas eleitorais vêm demonstrando que os tucanos acertaram ao escolher Geraldo Alckmin para a Presidência e José Serra para o Governo de São Paulo. Conforme pesquisa do Ibope, divulgada nesta sexta-feira, se as eleições fossem hoje, o ex-prefeito da Capital ganharia no primeiro turno. A pesquisa foi encomendada pelo Setcesp (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região) e foram ouvidas 1.204 pessoas, entre os dias 1 e 3 deste mês, em 63 municípios de São Paulo. No primeiro cenário, Serra obteve 51% das intenções de voto contra 17% da pré-candidata do PT Marta Suplicy e 8% do virtual candidato do PMDB Orestes Quércia. Com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) na pesquisa, Serra teria 52% dos votos, contra 18% de Marta e 5% de Maluf. Trocando Marta por Aloísio Mercadante, já que os dois disputarão as prévias do PT, José Serra teria 55% dos votos, contra 7% do senador Mercadante e 11% de Quércia. O Ibope fez também simulações para um eventual segundo turno da sucessão estadual em São Paulo, e novamente Serra ganharia com uma grande vantagem sobre seus adversários. Em uma disputa entre Serra e Marta, o tucano teria 62% dos votos contra 23% da candidata petista. Contra o senador Mercadante, Serra teria 67% dos votos e o seu rival petista, 16%. Já em um confronto com o peemedebista Quércia, o ex-prefeito de São Paulo obteria 63% dos votos, enquanto o ex-governador, teria 17%. Esses números mostram que além de ser um fortíssimo candidato a ganhar as eleições em São Paulo, José Serra passa a ser também o mais forte puxador de votos para Geraldo Alckmin na corrida presidencial.

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João Paulo é absolvido

Confirmando os rumores que corriam nos bastidores políticos e, principalmente, nos corredores da Câmara dos Deputados, o plenário da Casa rejeitou nesta quarta-feira, 5, o pedido de cassação do mandato do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de ter se beneficiado do "valerioduto". O relatório de Cezar Schirmer (PMDB-RS), que recomendava a cassação, foi rejeitado por 256 votos contrários, 209 favoráveis, 7 em branco, 2 nulos e 9 abstenções. Para que a cassação fosse efetivada seriam necessários 257 fotos a favor.
O relator do processo detalhou o seu relatório, destacando pontos que ele considerava como indícios e provas contra João Paulo. Dentre esses pontos, destacam-se o saque de R$ 50 mil da conta da SMP&B, agência de Marcos Valério, o operador do mensalão, e também um contrato firmado com Valério para que sua agência fizesse a publicidade da Câmara dos Deputados. Em sua defesa, João Paulo negou irregularidades nesse contrato e disse que os R$ 50 mil foram destinados ao pagamento de pesquisas eleitorais na cidade de Osasco e em outras regiões de São Paulo. Segundo João Paulo, ele fora informado pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, que esse valor era dos caixas do partido.
João Paulo foi o oitavo deputado absolvido no caso mensalão e, a sua absolvição vai de encontro ao resultado final da CPMI dos Correios, que também nesta quarta-feira, aprovou o relatório do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), onde ele afirma que houve mensalão, ou seja, dinheiro de empresas públicas e privadas usado para beneficiar parlamentares que votassem a favor de projetos do Executivo. Foi uma derrota para os governistas que queriam tirar nomes do relatório, como dos ex-ministros José Dirceu e Luiz Guschiken, e também substituir o termo mensalão por caixa dois.
Dos 19 parlamentares acusados de envolvimento no "valerioduto", apenas três foram cassados e oito foram absolvidos. Outros quatro renunciaram ao mandato e estão habilitados a concorrer nas próximas eleições. Estão tramitando no Conselho de Ética mais quatros processos.

Veja o placar do mensalão:

Cassados:
Roberto Jefferson (PTB-RJ), José Dirceu (PT-SP) e Pedro Corrêa (PP-PE).

Absolvidos:
João Paulo Cunha (PT-SP), Wanderval Santos (PL-SP), João Magno (PT-MG), Romeu Queiroz (PTB-MG), Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Sandro Mabel (PL-GO) e Pedro Henry (PP-MT).

Fujões:
Valdemar Costa Neto (PL-SP), José Borba (PMDB-PR), Carlos Rodrigues (PL-RJ) e Paulo Rocha (PT-PA).

Na fila:
José Mentor (PT-SP), Josias Gomes (PT-BA), José Janene (PP-PR) e Vadão Gomes (PP-SP). O Conselho de Ética já recomendou a cassação de José Mentor e Josias Gomes. Alguém acredita que eles serão cassados?

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segunda-feira, abril 03, 2006

Palocci poderá ser indiciado pela Polícia Federal

E assim caminha o Governo Lula. De acusações em acusações, membros do governo continuam sendo acusados dos piores crimes que poderiam ser cometidos dentro de um regime democrático. Segundo a Polícia Federal, "já existem elementos suficientes" para indiciar o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa.
Palocci, que deveria ter prestado depoimento na semana passada, apresentou um atestado médico válido por quatro dias. A equipe do delegado Rodrigo Carneiro Gomes , responsável pelo inquérito que apura o vazamento do sigilo bancário, deve intimar Palocci nesta terça-feira e ouvi-lo na quarta. Segundo informações, a expectativa é que o ex-ministro da Fazenda e ex-homem forte do governo Lula, seja indiciado, ao menos, pela quebra de sigilo funcional e abuso de poder.
O caso envolvendo Palocci e o caseiro, começou a se complicar para o governo depois que Francenildo desmentiu o ex-ministro na CPI dos Bingos. Palocci havia dito que nunca tinha ido à mansão de Brasília, alugada por seus ex-assessores, enquanto o caseiro afirmou tê-lo visto lá por diversas vezes. Há informações de que, além lobby, a equipe de Palocci promovia muitas festas com mulheres nessa mansão.
Paloci é suspeito de ter ordenado ao ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso a quebra do sigilo bancário do caseiro. A violação mostrou o recebimento de depósitos no valor de R$ 35 mil na conta poupança que Francenildo possui na Caixa. Para os governistas, os dados da movimentação financeira, publicados pela revista Época, poderiam indicar que o depoimento de Francenildo teria sido comprado pela oposição. Posteriormente, Francenildo esclareceu que recebera o dinheiro de seu pai biológico, um empresário de ônibus do Piauí.
O problema agora é que a oposição não acredita que apenas Palocci e seus comandados da Caixa Econômica estejam envolvidos nesse caso de violência contra a cidadania de um brasileiro para encobrir investigação de uma CPI. Membros da oposição querem investigar até que ponto o Ministério da Justiça sabia da violação, uma vez que dois assessores do ministro Márcio Thomaz Bastos estiveram na casa de Palocci, no dia 16 março, data em que Jorge Matoso levou o extrato do caseiro e o entregou ao ex-ministro da Fazenda.
E não é de hoje que o presidente Lula vem alegando que não sabe de nada ou vem defendendo seus aliados, até ser obrigado a admitir erros, exonerar ou aceitar pedidos de exoneração. Antes da cassação de José Dirceu, Lula disse que o seu ex-ministro chefe da Casa Civil, estava sendo vítima de um julgamento político. Sobre os acusados de mensalão e caixa dois, Lula chegou a afirmar que "ninguém deveria ser execrado, pois, errar é humano". Já agora, na saída do ex-ministro da Fazenda, com a voz embargada, em cerimônia no Palácio do Planalto, Lula disse que Palocci não era apenas um amigo para ele. "Você, Palocci, é mais do que um irmão para mim".
Diante de todos esses problemas envolvendo o governo federal, cabe uma pergunta simples: Isso que estamos vendo acontecer no Brasil é democracia ou é o jeito de governar do PT?

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sábado, abril 01, 2006

O Brasil foi pro espaço

Caros amigos. Confesso que cheguei a ficar emocionado ao assistir o lançamento daquela nave russa levando o primeiro brasileiro pro espaço. Mas, acostumei a controlar minhas emoções e, portanto, esse contentamento por ver um conterrâneo sumir no espaço desconhecido, não me tira a capacidade de analisar o outro lado desse feito. Para mim, um país que ainda convive com a fome, com a miséria e com tantas desgraças do terceiro mundo, tem muito ainda o que fazer, antes de pensar nas conquistas espaciais.
Não me preocupa a opinião do ministro Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), o qual afirmou que os críticos da incursão brasileira no espaço padecem de visão curta. Seu argumento é de que os US$ 10 milhões, pagos pelo contribuinte para colocar o astronauta Marcos Pontes em órbita, é irrisório. Segundo o ministro, isso representa menos de 1% do orçamento anual do ministério. Os russos costumam cobrar o dobro desse valor da “passagem” de Marcos Pontes.
Ainda segundo Sérgio Rezende, o Brasil gasta por ano US$ 100 milhões no custeio de um “Programa Espacial Completo” iniciado em 1961. Acredito que poucos brasileiros sabiam disso e menos ainda sobre o tal programa espacial, que em 2003 ceifou a vida de 22 brasileiros no desastroso lançamento de um foguete na base de Alcântara, que deverá voltar a funcionar em 2007.
Segundo o que se fala, Marcos Pontes fará algumas experiências no espaço, por exemplo, vai verificar o efeito da ausência de gravidade em enzimas e proteínas. Confesso que não consigo imaginar qual será a utilidade de tais experiências para o Brasil, que repito, deveria primeiro estudar como acabar com a fome, para depois estudar a ausência de gravidade. Quanto aos US$ 10 milhões de dólares, torrados no espaço, podem ser irrisórios para o ministro Rezende, que com certeza, não conhece a dor do espaço vazio no estômago de uma criança faminta.
Contudo, tem muitos brasileiros alegres e felizes com o nosso irmãozinho lá no espaço. É o caso do alegre senador Sibá Machado (PT-AC), que chegou a comemorar o fato na tribuna do Senado. E posso imaginar como os governistas e defensores da reeleição de Lula irão abordar o tema durante a campanha eleitoral: "Precisou de um torneiro mecânico, sem estudo, chegar à presidência da República para mandar o Brasil pro espaço". Só que esta frase tem dúbio sentido e ela poderá também ser usada pela oposição, talvêz, até com mais sentido, depois do Waldomiro Diniz, do mensalão, do caixa dois, do Duda Mendonça e dos dólares em cueca.

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