segunda-feira, janeiro 07, 2013

Enchentes e mortes - Tragédias anunciadas que só os políticos não enxergam

"Mais uma vez as tempestades de verão estão deixando suas marcas e vítimas nos grandes centros urbanos do Brasil e, sobretudo, nas periferias e encostas. A região metropolitana de São Paulo é um exemplo dessa falta de planejamento de nossos governantes e quem paga caro, muitas vezes, até com a própria vida, é o povo pobre que não tem para onde correr e acaba tendo que enfrentar, como uma vítima indefesa, a fúria das águas..."



É...pelo jeito, não tem saída mesmo para os brasileiros pobres, condenados a morar em encostas ou em margens de rios cercados por florestas de concreto nos grandes centros urbanos do Brasil.


Entra ano e sai ano e nada muda na época das fortes chuvas de verão, quando os morros, habitados desordenadamente, deslizam sobre os casebres - e também sobre mansões - ou quando as fortes enchentes transformam ruas em rios, levando tudo que se encontra pela frente, como carros, casas e gente.


O texto que abre esta postagem é atualíssimo, mas, ele não foi escrito hoje, com base no que já estamos vendo ocorrer com as tragédias das enchentes na Baixada Fluminense, principalmente, nas cidades de Duque de Caxias e Belfor Roxo. Trata-se de um artigo escrito há, exatamente 7 anos, no dia 7 de janeiro de 2006, sob o título: "Cidades submersas", quando falávamos sobre o sofrimento dessas pessoas e a irresponsabilidade de nossos governantes: http://renatojogoaberto.blogspot.com.br/search?q=cidades+submersas


No dia 25 de novembro de 2008, voltamos a falar sobre o assunto - http://renatojogoaberto.blogspot.com.br/search?q=filme+que+se+repete , quando publicamos na íntegra, a matéria de 2006, sob o título: "Cidades submersas - Filme que se repete, repete..."


E para provar o despreparo, o descaso e a irresponsabilidade de quem é eleito para administrar nossas cidades, estados e a União, no dia 13 de janeiro de 2011 - http://renatojogoaberto.blogspot.com.br/search?q=s%C3%B3+os+pol%C3%ADticos+n%C3%A3o+enxergam , batemos na mesma tecla, com este título: "Tragédias anunciadas; só os políticos não enxergam".


Iniciamos esta matéria de 2011, com um texto, que poderia ser usado hoje também, no ínício de 2013: "Olá amigos! Nosso desejo é que pudéssemos estar aqui neste início de 2011, apenas com notícias boas, falando de investimentos em áreas sociais e de obras de infra-estrutura. Mas, infelizmente, iniciamos mais um ano falando de um triste filme que se repete todos os anos: as enchentes e as suas devastadoras conseqüências, como prejuízos materiais e centenas de pessoas mortas em todo o Brasil...".


Pois é amigos, será que neste ano, apesar de já estarmos em pleno verão, nossas autoridades vão tomar alguma medida de urgência para evitar ter que, depois das tragédias, sobrevoar as áreas de encostas, ou de enchentes apenas para chorar, outra vez, a morte de centenas de brasileiros?


Até quando nós teremos que rever este triste filme, cujo final de tragédia e de mortes, todos já conhecem? Por que será que é tão difícil para quem governa cuidar um pouquinho melhor dessas pessoas humildes que vivem de form tão desumana e que todos os anos  perdem o pouco que tem, além de chorarem a morte de seus ente queridos? Acorda Brasil!


Caro leitor, se desejar, deixe aqui a sua opinião sobre estas tragédias que todos os anos se repetem sob os olhares complacentes de nossas autoridades.



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sexta-feira, novembro 09, 2007

Petistas e tucanos unidos em Osasco. Pode?

Teve de tudo um pouco, mas, o que se viu na cidade de Osasco - Grande São Paulo - na quinta-feira, 9, foi uma inédita troca de elogios entre petistas e tucanos, protagonizada pelo prefeito Emidio de Souza (PT) - à esquerda - e o governador José Serra (PSDB). As amabilidades entre petistas e tucanos aconteceram durante a inauguração de obras contra enchentes no município, realizadas em parceria entre os governos da União, do Estado e do Município. Trata-se da canalização de 1,1 km do Braço Morto do Tietê e de um túnel de 400 metros sob a rodovia Castelo Branco. Essas obras irão aumentar a vazão das águas de verão e, consequentemente, diminuir as enchentes que causam transtornos aos moradores há mais de 40 anos. Dois piscinões na região já haviam sido inaugurados no início do ano.

Afagos petistas
Durante o seu discurso o prefeito petista criticou a gestão tucana que o antecedeu, mas, em seguida não economizou elogios ao governador, mostrando que está em sintonia com o Governo Lula, que anda atrás de apoio dos tucanos para prorrogar a CPMF no Senado. E, não seria em Osasco, que um prefeito petista iria destratar um tucano de alta plumagem que poderá ser decisivo na questão da CPMF. Ao finalizar, o prefeito Emidio foi fundo: "Obrigado, governador Serra. O seu nome ficará gravado na história de Osasco como o governador que nos ajudou a combater as enchentes no município”.
O clima estava tão bom para Serra, que ele não teve nem medo de defender as praças de pedágio que pretende instalar no trecho Oeste do Rodoanel para obter recursos para a construção do trecho Sul. Serra falou o que quis sobre a concessão sem receber nenhuma vaia sequer. Só faltou ele pedir votos dos petistas para a Presidência em 2010. Quem não gostou nada disso foi o deputado estadual Marcos Martins (PT). Ao de Emidio e Serra, Martins torceu o nariz, pois é um dos parlametares petistas que vem promovendo manifestações contra o pedágio no Rodoanel.

sexta-feira, novembro 14, 2014

Seca, enchente, apagão e corrupção! Precisa de mais alguma coisa?

Opinião - Renato Ferreira - 

Esta é a dura realidade do Brasil. Primeiro veio a seca. É o povo sofrendo com a maior estiagem das últimas décadas e também, claro, sofrendo com a falta de planejamento dos governantes, de todos os níveis administrativos.


Parece que, devido à essa seca, nossos governantes pensaram que nunca mais iria chover no Brasil. Sim, porque depois da seca, qualquer chuva  forte, ou não, é o suficiente para causar enchentes, congestionamentos, deslizamentos e mortes. Mais uma vez, fica evidenciada a incompetência daqueles que são eleitos para administrar nossas cidades, nossos estados e o Brasil.


Todos os anos é a mesma coisa, mas, os governantes não aprendem ou são incompetentes mesmo. Neste ano, mais do que em qualquer outra época, os brasileiros sofrem com a falta de chuva. São reservatórios secando, como o sistema Cantareira em São Paulo, onde o governador Geraldo Alckmin já afirmou que vai começar a tratar e transformar a água de esgoto em água potável. Mas, o problema da seca não é um "privilégio" dos paulistas e paulistanos. Outros importantes rios do Brasil, como Rio São Francisco, que nasce em Minas e banha diversos estados do Nordeste, também está secando. Outras capitais como Rio de Janeiro também sofrem com a estiagem.


E o pior é que o sofrimento do povo brasileiro não se resume à falta d´água e às enchentes. Pois, se as chuvas não são suficientes ainda para encher os reservatórios, elas são mais que suficientes para provocar um caos nas áreas urbanas. Como resultado também desses dois fatores - seca e tempestade - agora, o brasileiro começa  a enfrentar a escuridão.


E não estamos falando lá dos rincões brasileiros, onde em muitos lugares a luz elétrica é um luxo ou apenas uma esperança. Estamos falando de São Paulo, a maior cidade da América Latina.


Nesta quinta-feira, 13, após uma forte chuva, que durou pouco mais de uma hora, houve um verdadeiro apagão em diversos bairros da região Oeste da Capital. Em alguns pontos, por exemplo, da Vila São Francisco, subdistrito do Butantã,  as residências ficaram em total escuridão das 17h30 até as 23h30. Tudo tinha que ser feito à luz de vela.


Agora, são 16h45 de sexta-feira, dia 14, e neste momento chove forte novamente na Capital paulista. Em diversas partes da Grande São Paulo, principalmente, na região Oeste, cai um temporal e milhares de moradores já estão sofrendo com a água invadindo suas residências. Assim,  mesmo bem antes do horário de pico, os paulistanos já enfrentam mais de 600 km de congestionamento.


Ah...mas, o que não falta no Brasil são os escândalos, corrupção e desvios de dinheiro público. Se você cansar de ver as imagens nos programas policiais, que se "deliciam" com a desgraça do povão sofrendo com as enchentes e congestionamentos, basta esperar um pouquinho ou mudar de canal que você vai se inteirar de mais uma mega operação da Polícia Federal, prendendo corruptos, executivos e donos de empresas envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras.


Será que algum historiador vai conseguir registrar algo de bom que tenha acontecido no Brasil neste ano de 2014? E o que  o brasileiro poderá esperar até o final ano? Pelo menos uma boa notícia: parece que hoje não vai chover tão forte como ontem. Mas, para a próxima semana, principalmente, quarta e quinta-feira, as previsões são de fortes temporais em São Paulo. Então, preparem-se moradores de encostas ou de margens de rios, porque depois da seca sempre vem a tempestade.


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sábado, janeiro 07, 2006

Cidades submersas

Mais uma vez as tempestades de verão estão deixando suas marcas e vítimas nos grandes centros urbanos do Brasil e, sobretudo, nas periferias e encostas. A região metropolitana de São Paulo é um exemplo dessa falta de planejamento de nossos governantes e quem paga caro, muitas vezes, até com a própria vida, é o povo pobre que não tem para onde correr e acaba tendo que enfrentar, como uma vítima indefesa, a fúria das águas.
Muitos podem afirmar que os governos não devem ser responsabilidados por fatores ou tragédias da natureza. Isto é verdade, porém, é verdade também que se os nossos governantes, eleitos para administrar com responsabilidade, tivessem um pouco mais de planejamento, muitas dessas tragédias poderiam ser evitadas.
Hoje, o que vemos é a correria para se corrigir o que foi feito de errado no passado, como essa verdadeira canalização do rio Tietê. Trata-se de uma obra caríssima que, no entanto, já mostrou que não será suficiente para acabar com os alagamentos nas marginais. A mesma coisa ocorre com os piscinões, feitos para reter o excesso de água, o que era feito, claro, de forma natural e eficiente pelas antigas margens e as matas ciliares. Hoje, tudo que se fizer a preço de ouro, jamais irá reter a fúria das águas que correm apenas em cima de asfalto ou em córregos canalizados. O problema é que, se hoje, o governante tenta corrigir o erro do passado, ele acaba cometendo os mesmos erros, ao permitir invasões em mananciais, desmatamento ou a construção de casas em morros e encostas.
Assim, entra ano, sai ano, o sofrimento do povo continua. As televisões estão aí para mostrar o sofrimento anual de comerciantes e pessoas simples que moram nas margens ou encostas de cidades como Osasco e Taboão da Serra, na Grande São Paulo, ou em Caxias, na Baixada Fluminense, para citar apenas três. Os piscinões poderão diminuir esse sofrimento, mas, não acabarão com os problemas das enchentes nesses locais. Enquanto houver pessoas morando em barracos às margens de um rio sujo, ou em encostas e em áreas de risco, as imagens de pessoas desabrigadas, de crianças chorando ou sendo levadas pelas enchentes continuarão a fazer parte do triste noticiário das enchentes. Gostaríamos muito que no próximo ano, essas notícias pudessem ser substituídas por outras que falassem de obras de infraestruturas, de saneamento básico e de pessoas felizes e longe de tragédias anunciadas. Não custa torcer por isso.

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domingo, dezembro 02, 2012

Osasco fica debaixo d´água

Atualmente, quem  quiser curtir uma enchente em Osasco, não precisa mais ir para a zona Norte, sobretudo, no Rochdalle, bairro que, tradicionalmente, sempre sofreu com as enchentes de verão.


Agora, basta correr para a Rua Antonio Agu - Calçadão - o segundo maior centro varejista do país, um pouco antes da tempestade. E basta chover forte pouco minutos que a rua vira um verdadeiro rio.


Veja, neste vídeo, como ficou a mais famosa Rua de Osasco, neste sábado, dia 1º, depois de poucos minutos de uma forte chuva, que nem se compara com as normais tempestades de dezembro e com as águas de março. E não é somente o Centro, hoje, outros bairos da cidade também sofrem com as enchentes.


Confira: http://www.facebook.com/#!/photo.php?v=485966248090771&set=vb.100000321997251&type=2&theater


Com certeza, se as antigas galerias do Centro não forem trocadas e também a população não mudar os hábitos de jogarem lixo em qualquer lugar, esse quadro só tende a piorar.


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segunda-feira, abril 09, 2007

Serra poderia ter ficado quieto

Ao perceber que os tucanos estavam perdendo feio para os petistas em termos de aplausos, durante a inauguração de uma obra pública, onde o governo do Estado é o principal investidor, o governador José Serra (PSDB) chegou a ser indelicado com o prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT) - à esquerda - na inauguração do primeiro piscinão de Osasco, ocorrida no dia 5 de abril. A Prefeitura colocou ônibus para levar público ao evento, cuja inauguração foi marcada de última hora pelo governo do Estado. Em função disso, nem precisa dizer que a maioria absoluta da platéia era formada por petistas que não mediam esforços para aplaudir seus representantes. Inconformado com esse clima, José Serra criticou o jornal oficial da Prefeitura, distribuído no local, afirmando que ele não dava destaque para todas as parcerias da obra.
Depois de ver o seu correligionário e ex-prefeito da cidade, Celso Giglio, vaiado pelo público, José Serra tentou fazer o contra ponto político. Antes de Serra, o prefeito Emidio enfatizou a importância da obra, afirmando que nenhuma administração anterior se importou tanto com o problema das enchentes como a sua, destacando também o bom relacionamento entre Prefeitura e Estado. Emidio chegou a presentear o governador com uma medalha e também com uma revista sobre os 45 anos de Osasco. Inclusive, de forma descontraída, Emidio brincou com o governador, mostrando que o 45 - número do PSDB - estava bem destacado.
Em seguida, José Serra ressaltou que a obra do piscinão não tem e não pode ter nenhuma conotação político/partidária. "Esta obra é resultado de uma parceria entre a Prefeitura, o Estado e a União. Ela custou cerca de R$ 26 milhões, sendo R$ 9 mihões do governo Federal e o restante do governo do Estado. A Prefeitura fez a desapropriação do terreno e caberá também a ela fazer a manutenção do reservatório, até porque piscinão sujo não resolve nada", disse o governador.
Se parasse por aí, tudo bem. Só que Serra não estava satisfeito. Antes de terminar o seu discurso, o governador emendou: "Portanto, queria dizer ao prefeito Emidio que a sua assessoria de imprensa foi injusta ao fazer este jornal destacando apenas a Prefeitura. Não mostrou o que fez o Governo Federal e nem o Estadual. A comunicação da Prefeitura de Osasco deveria ser mais democrática", finalizou.
Serra foi muito infeliz e, com certeza, não leu o referido jornal. Em se tratando de assessoria de imprensa, o jornal está perfeito. Sem fazer propaganda pessoal de ninguém e, de maneira profissional, os autores do tablóide mostram a obra e a sua importância, inclusive, com entrevistas de moradores, além de registrarem no texto que o piscinão é uma obra realizada em conjunto pela Prefeitura e pelos governos Federal e Estadual. Portanto, como engenheiro, o governador mostrou que é um péssimo jornalista. Antes de chamar atenção em público da assessoria do prefeito, José Serra deveria, isto sim, cobrar de seus assessores, pois, ninguém iria se importar, caso a assessoria do governador levasse para o evento algum material mostrando o que o governo do Estado tem feito para combater as enchentes. Isso seria muito bom, inclusive, para os jornalistas que estavam cobrindo o evento.

sábado, novembro 10, 2007

Vaias e aplausos pra petistas e tucanos


Vaias pra tucano
Se por um lando houve um clima de cordialidade entre o prefeito Emidio de Souza (PT) e o governador José Serra (PSDB), durante a inauguração de obras contra enchentes nesta quinta-feira, em Osasco, até para não azedar ainda mais o caldo da CPMF, o mesmo não aconteceu entre políticos que têm interesse na administração local. Mesmo acompanhado do governador de seu partido, o ex-prefeito e deputado estadual Celso Giglio (PSDB) - à direita - discursou debaixo de uma sonora vaia. Contudo, Giglio agradeceu ao governador Serra, parabenizou os moradores do bairro e disse que os terrenos dos piscinões "foram doados durante a sua gestão". O deputado falou ainda sobre outras obras que o Governo Serra tem realizado em Osasco.

Mensalão pra petista
Ao contrário de Celso Giglio, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) - à esquerda - foi ovacionado durante todo o tempo que falou. Os poucos gritos de "mensalão" e de"mensaleiro" que vinham de um pequeno grupo tucano, eram logo abafados pelos aplausos da maioria petista. O deputado João Paulo responde a processo no STF (Supremo Tribunal Federal) por ter tido o seu nome envolvido no episodio do mensalão. O petista destacou que "foi necessário Osasco eleger um prefeito que unisse os três entes federativos da República numa mesma mesa para acabar com as enchentes no município. Portanto, essa obra é resultado do esforço do prefeito Emidio, do governador Serra e do presidente Lula".

Clima de eleição
E apesar do clima cordial entre Emidio e Serra, os aplausos, as vaias e os gritos de "mensalão" podem ser vistos como uma prévia do que vai ocorrer na campanha de 2008. Isso mostra que em muitos municípios, as questões partidárias ainda estão longe de uma democracia civilizada. Além da candidatura à reeleição de Emidio de Souza, Osasco terá mais três candidatos: Celso Giglio (PSDB), o deputado federal e ex-prefeito Francisco Rossi (PMDB) e o ex-vereador Délbio Teruel (PDT). Segundo levantamentos eleitorais realizados na cidade, há empate técnico entre os três primeiros.

segunda-feira, abril 09, 2007

José Serra inaugura piscinão em Osasco


Sem show e sem a presença de artistas no palco, fato comum em administrações municipais e que faz aumentar o número de pessoas em qualquer evento público, por mais fraca que seja a administração, na última quinta-feira, dia 5 de abril, o governador José Serra (PSDB) esteve em Osasco, onde inaugurou o primeiro piscinão na zona norte da cidade. O governador tucano foi recepcionado pelo prefeito Emidio de Souza (PT), à esquerda na foto de Vitor Berrocozo.
O reservatório de 40 mil metros quadrados, com compacidade para armazenar 72 mil metros cúbicos de água, faz parte de um pacote de obras anti enchentes, realizado em conjunto pelos três níveis de governo - municipal, estadual e federal - sendo que o maior investimento ficou por conta do governo do Estado. O custo deste primeiro piscinão de Osasco ficou em torno de R$ 26 milhões, sendo R$ 9 milhões da União e R$ 17 milhões do Estado. À Prefeitura de Osasco, coube arcar com as despesas da desapropriação do terreno. Serão de responsabilidade do município as obras de manutenção e de limpeza do reservatório de água.
O piscinão inaugurado por José Serra fica no Jardim Bonança e a esperança é de que ele faça diminuir os prejuízos dos moradores que, há mais de 40 anos, sofrem com as enchentes na região. Na ocasião, Serra deu como inaugurado também o segundo piscinão da cidade que fica localizado no Jardim Rochdale, outro bairro que sofre há quatro décadas com fortes chuvas de verão. Este piscinão, no entanto, só entrará em funcionamente dentro de três meses, após a conclusão das obras de um túnel sob a rodovia Castelo Branco que facilitará o escoamento das águas até o rio Tietê.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Tragédias anunciadas; só os políticos não enxergam


Olá amigos! Nosso desejo é que pudéssemos estar aqui neste início de 2011, apenas com notícias boas, falando de investimentos em áreas sociais e de obras de infra-estrutura. Mas, infelizmente, iniciamos mais um ano falando de um triste filme que se repete todos os anos: as enchentes e as suas devastadoras conseqüências, como prejuízos materiais e centenas de pessoas mortas em todo o Brasil.


Omissão

E, como todos sabem o que ocorre no período de verão no Brasil, com as fortes chuvas aumentando a cada ano, é impossível acreditar que as autoridades, eleitas para administrar nossas cidades, sejam pegas de surpresas, conforme muitos alegam. Portanto, a omissão das autoridades é uma das causas principais de tantas vítimas provocadas pelas fortes chuvas de verão.


Falta de planejamento

Além da omissão, outro fator que faz aumentar as mortes, é a falta de planejamento e a falta de investimentos em tecnologia e em obras de infraestrutura, como acontece em outros países que enfrentam terremotos e outros tipos de acidentes naturais. Ao longo dos anos, nossas cidades foram crescendo desordenadamente, agredindo o meio ambiente, com construções irregulares nas encostas e em mananciais.


Gastando errado

Em 2010, por exemplo, o governo Federal gastou 14 vezes mais recursos com gastos para socorrer as vítimas do que com a prevenção contra as enchentes. Conforme dados da ONG Contas Abertas, que monitora gastos públicos, o governo usou R$ 167,5 milhões com Prevenção e Preparação para Desastres, contra R$ 2,3 bilhões gastos com socorro e reconstrução de áreas e cidades destruídas.


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segunda-feira, abril 09, 2007

Petistas e tucanos juntos - e sem brigas - num mesmo espaço

A inauguração de um piscinão em Osasco, na semana passada, além de significar esperança para o povo que sofre com as enchentes, serviu também para mostrar que políticos de diferentes partidos podem, sim, viver civilizadamente num mesmo espaço, desde que não seja véspera de eleição. Acompanhado de deputados tucanos, o governador José Serra (PSDB), foi recebido pelo prefeito Emidio de Souza (PT) e, é claro, também por dezenas de parlamentares petistas.
O palco foi pequeno para abrigar tantos políticos representantes dos dois grandes partidos que vêm se revezando no poder nos últimos anos. Ao lado de José Serra estavam os deputados estaduais Celso Giglio e João Caramez, ambos do PSDB, além de outros tucanos, enquanto que do lado petista, além do prefeito Emidio, o evento contou com a presença do deputado federal João Paulo Cunha, do estadual Marcos Martins e de vereadores. Todos se acotovelavam no palco procurando um melhor lugar ao lado do prefeito ou do governador.
Há pouco mais de dois anos, durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do piscinão, alguém acabou levando esse negócio ao pé da letra e houve, literalmente, "lançamentos de pedras" para todos os lados. E quem levou a pior naquela oportunidade, foi o ex-vereador Délbio Teruel (PDT), que acabara de abandonar uma promissora candidatura a prefeito para embarcar como vice na canoa de Celso Giglio. Era ano de campanha e o que os petistas jamais queriam ver por perto era justamente alguém ligado a Giglio, muito menos o seu vice.
Desta vez, novamente, mais de 90% da massa era de petistas. Tinha até ônibus para levar e trazer a platéia, formada em sua maioria por servidores comissionados. Resultado de um convênio entre Prefeitura, Estado e União, a obra tem, portanto, uma característica suprapartidária. Porém, nessa hora, os políticos ignoram esse aspecto e o que todos querem é se apresentar como "pai" da criança. E para isso fazem até "registro" dessa partenidade.
Se por um lado, a Comunicação da Prefeitura fez um jornal mostrando a obra, com entrevistas de moradores e o que ela poderá representar no combate às enchentes, como ex-prefeito e colega de legenda do governador, Celso Giglio mandou confeccionar um panfleto, onde lembrava à população que o piscinão "era resultado de seu trabalho junto ao governo durante a sua gestão". Mas, parece que esse esforço não teve êxito. Ao ser o primeiro a falar no evento, Celso Giglio sentiu a força da máquina administrativa. As poucas palmas que apareceram foram imediatamente abafadas por uma tremenda vaia. Giglio sentiu o golpe.
Em seguida, foi a vez do deputado federal João Paulo Cunha que, ao contrário de Giglio, teve o seu discurso interrompido não por vaias e, sim, por muitas palmas e gritos da platéia. Nem parecia um político que há menos de um ano se via envolvido no caso mensalão, andava cabisbaixo e até pensava em abandonar a vida pública. Vibrante, João Paulo cumprimentou o governador, parabenizou o prefeito Emidio e fez diversos elogios ao governo do presidente Lula. Felizmente, tudo não passou de discursos, palmas e vaias. Mas, será que veremos esse mesmo clima de "paz" também próximo às eleições de 2008?

terça-feira, janeiro 16, 2007

Ajudem o "Meu Pequenino Miraí"

Há 10 dias, a minha pequena e querida cidade de Miraí, fincada lá na zona da Mata de Minas, na região de Juíz de Fora, tem sido notícia no Brasil e no mundo, depois que foi vítima, mais uma vez, da irresponsabilidade dos adminitradores de uma mineradora. Acredito que muitos brasileiros não conhecem e, talvez , nunca ouviram falar em Miraí. Mas, acredito também que basta lembrar do saudoso sambista e compositor miraiense, Ataulfo Alves, e começar a cantar uma de suas mais belas músicas - Meus Tempos de Criança - para que todos se lembrem do nome Miraí. A música é aquela que fala: "Que saudades da professorinha, que me ensinou o be-a-bá, onde andará..." e que, dentre outros versos, diz: "Aos domingos, missas na Matriz -da cidadezinha onde eu nasci, ah...meu Deus eu era tão feliz - no pequenino Miraí".
Mas, deixemos de lado o romantismo e a beleza de Miraí e vamos falar da dura realidade que os seus moradores vêm passando nos últimos dias. A cidade, que já vinha sofrendo com as fortes chuvas, constantes nesta época na região, acabou sendo surpreendida por um verdadeiro mar de lama, após o rompimento de uma barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases, no dia 9 de janeiro. A lama invadiu propriedades rurais e caiu no leito do rio Fubá, que corta a cidade de Miraí. Por sua vez, o rio Fubá desagua no rio Muriaé, que segue em direção ao norte do Rio de Janeiro, banhando várias cidades dos dois estados. Este foi o segundo acidente ambiental provocado por rompimento de barragem da Rio Pomba, em menos de um ano. Além de uma pesada multa, a mineradora deverá ser fechada definitivamente pelo Governo de Minas Gerais, segundo fontes ligadas ao Palácio da Liberdade.

SOS Miraí
Muitas pessoas, vítimas das enchentes e da lama, continuam desabrigadas na cidade. Conforme dados do Corpo de Bombeiros, divulgados nesta segunda-feira, dia 15 de janeiro, existem ainda 765 pessoas desalojadas e 61 desabrigadas, que estão na Escola Municipal Dr. Justino Pereira. Segundo esses dados, 35 residências foram destruídas e 235 danificadas. O mesmo relatório indica que 4 indústrias e 51 estabelecimentos comerciais foram afetados de alguma forma pelas enchentes e pelo lamaçal da mineradora.
Se você tiver condições, ajude o povo desabrigado. O Lions Clube de Miraí iniciou uma Campanha para Ajuda aos desalojados por essa catástrofe. Os interessados em ajudar podem enviar roupas, colchões e alimentos aos cuidados do Lions Clube de Miraí. O local de entrega é na Rua Afonso Alves Pereira, 70, Centro - Miraí - MG. Quem quiser colaborar com doações em dinheiro pode contribuir através de depósito na conta do Lions Clube de Miraí, no Banco do Brasil - Agência 1098-7 - conta nº 3.055-4. Os miraienses de lá e de cá agradecem. (Fonte site: www.interminas.com.br).

quinta-feira, agosto 21, 2014

Área de risco: Osasco retira famílias e inicia obras de infraestrutura urbana

Na manhã desta terça-feira, 19, o prefeito de Osasco, Jorge Lapas, acompanhou a remoção de quatro famílias que moravam em área precária na zona Sul da cidade. Eles viviam em barracos no Jardim Santa Maria, na “Favela do Limite”, próxima à rua Teotônio Vilela, e foram retirados para a Prefeitura dar início às obras de infraestrutura.

  
Na área de foram estavam os barracos, a Administração Municipal vai realizar diversas obras, como a abertura de ruas, coleta de esgoto, pavimentação de vielas e canalização do córrego, dentre outras ações de urbanização.


Estas obras no Jardim Santa Maria fazem parte do programa de subsídio habitacional da Secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano (SHDU) da Prefeitura de Osasco e o objetivo é de propor aos moradores de área de risco uma melhor qualidade de vida, através de moradias dignas. As famílias serão subsidiadas pelo programa bolsa aluguel e incluídas no cadastro de programas habitacionais da cidade. 

 
Esta foi a primeira etapa de remoção, mas, no total serã removidas 217 famílias que encontram-se nessa área de risco, divididas em 6 etapas. Na sequência, os técnicos farão a setorização da área e a regularização fundiária do local. Será feito também um cadastro dos moradores a fim de garantir a segurança de posse dessas famílias, conforme explicou o secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Sérgio Gonçalves.


O prefeito Jorge Lapas esteve há dois meses  no local conversando com moradores e verificando as condições precárias onde eles vivem. Na ocasião, ele se comprometeu a retirar as famílias dessas condições sub-humanas e garantiu a elas o direito social à moradia digna.

 
“Estas famílias viviam em condições precárias, morando sobre o córrego e hoje, podem contar com o conforto em um novo lar. Livres de enchentes e frio. Elas receberão o bolsa aluguel enquanto aguardam por uma moradia própria. Tenho certeza que em breve elas retornarão à região em apartamentos construídos com o apoio do Governo Federal e terão a sua dignidade restabelecida”, afirmou Jorge Lapas. (Informações de Olga Liotta - Fotos: Ivan Cruz/PMO)
 

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sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Sem chuva, Sabesp alerta sobre desperdício de água


SabespEm virtude da falta de chuva, principalmente, onde ficam os reservatórios, fato que afeta o sistema de abastecimento de água na Grande São Paulo, a Sabesp tem procurado informar a população nos últimos dias sobre o problema e, ao mesmo tempo solicitar que a população evite o desperdício de água. Economizando agora,  a população ajuda a afastar o fantasma de um racionamento forçado, principalmente, se a estiagem continuar como as previsões vem anunciando. Segundo a Sabesp, o nível das represas está muito baixo e vem caindo progressivamente devido à falta de chuvas recorde em 84 anos, além do calor acima da média.


E a falta de chuvas nos últimos três anos afeta, principalmente, o principal sistema de abastecimento da Grande Paulo: o Cantareira, que registra o menor nível dos últimos dez anos. No final, de janeiro, por exemplo, o Sistema Cantareira registrava 22% de sua capacidade. No mesmo período de 2011, o nível era de 94,3%; em 2012 era de 74% e em 2013, 52,3%.  E, além do Cantareira, que é o maior, a estiagem recorde afeta também outros sistemas importantes que estocam água para toda a região metropolitana.


As autoridades responsáveis pela captação e abastecimento de água ressaltam também as causas preocupantes do baixo nível das represas: o ano de 2013 registrou apenas 1.090 milímetros de chuva nas quatro represas que formam o Sistema Cantareira. A média histórica anual é de 1.566 milímetros.  E os reservatórios são afetados também pelas temperaturas altíssimas, que estão 5% acima da média histórica. Somado à falta de chuvas,  o forte calor ajuda a aumentar o consumo de água.


E, talvez, as pessoas podem até ficar confusas, uma vez que a empresa fala de falta de chuvas, enquanto outras regiões, como ocorreu recentemente, nas regiões Oeste e Sul da Grande são Paulo que sofreram com fortes enchentes. Mas, conforme a Sabesp informa, é que não adianta chover forte na cidade de São Paulo, pois, não há como represar essa água para reaproveitá-la depois no abastecimento. A chuva teria que ser regular também nas regiões das represas, o que não vem acontecendo. Seria como deixar uma torneira aberta sem uma vasilha embaixo: a água acaba sendo desperdiçada. E, segundo a empresa, não existe mais a possibilidade de se construir uma outra represa na capital. Teria que construir uma nova Guarapiranga na cidade e não tem espaço para isso.


Diante desse cenário crítico, as autoridades informam que é essencial a colaboração de cada morador. A Sabesp alerta sobre o perigo do desperdício e dá algumas dicas simples para economizar água, como tomar banhos mais curtos, não lavar calçada e nem carros com mangueira, não deixar a torneira aberta enquanto ensaboa a louça ou durante a escovação dos dentes , dentre outras.


Incentivo à economia
A preocupação com os níveis baixos dos reservatórios é tão grande , que a Sabesp resolveu incentivar economicamente as pessoas que economizarem água.  Quem economizar, por exemplo, 20% em seu consumo mensal, terá um desconto de 30% na conta. A medida vale para quase 10 milhões de consumidores abastecidos pelo Sistema Cantareira. Serão beneficiadas as residências, comércios e indústrias de toda a zona norte e o centro de São Paulo, parte das zona Leste e Oeste da Capital, mais as cidades de Osasco, Barueri, Caeiras, Carapicuiba, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapevi, Jandira e Santana de Parnaíba.


Em outros municípios, como Guarulhos e São Caetano do Sul, também abastecidos pelo Cantareira, a distribuição é feita pelas prefeituras, que compram água da Sabesp. Nesse caso, caberá aos municípios a decisão sobre a concessão do incentivo. O benefício terá validade para as contas dos meses de referência de fevereiro a agosto.


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sábado, fevereiro 15, 2014

Osasco realiza obras em galerias no Jd. das Flores

Obras de galerias no jd. das Flores
Além de melhorar o escoamento das águas, as obras aumentarão a vida útil do asfalto
Para diminuir os riscos de enchentes ou mesmo de alagamentos em vias públicas da cidade, a Prefeitura de Osasco tem realizado diversas obras no sentido de diminuir os impactos das fortes chuvas, sobretudo, as desta época do ano. Nesta semana, o prefeito Jorge Lapas, acompanhado do secretário de Serviços e Obras, Carlos Baba, visitou, dentre outras, as obras de manutenção de galerias pluviais, que estão sendo realizadas na Avenida das Flores, no Jardim das Flores, zona Sul da cidade.


Lapas no Helena Maria - vistoriando obras
Por toda a cidade, o prefeito Lapas acompanha de perto o andamento de obras públicas
Na oportunidade, o prefeito Jorge Lapas, que é engenheiro, ressaltou que essas obras são vitais para melhorar o escoamento de águas em grande volume, como também evitarão a ocorrência de alagamentos. Ainda segundo o prefeito, as obras evitam danos maiores ao asfalto e, consequentemente, proporcionam melhores condições de vida a todos os moradores da região. 


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terça-feira, novembro 25, 2008

Cidades submersas II - Filme que se repete, repete...

"Mais uma vez as tempestades de verão estão deixando suas marcas e vítimas nos grandes centros urbanos do Brasil e, sobretudo, nas periferias e encostas. A região metropolitana de São Paulo é um exemplo dessa falta de planejamento de nossos governantes e quem paga caro, muitas vezes, até com a própria vida, é o povo pobre que não tem para onde correr e acaba tendo que enfrentar, como uma vítima indefesa, a fúria das águas.
Muitos podem afirmar que os governos não devem ser responsabilidados por fatores ou tragédias da natureza. Isto é verdade, porém, é verdade também que se os nossos governantes, eleitos para administrar com responsabilidade, tivessem um pouco mais de planejamento, muitas dessas tragédias poderiam ser evitadas.
Hoje, o que vemos é a correria para se corrigir o que foi feito de errado no passado, como essa "verdadeira" canalização do rio Tietê. Trata-se de uma obra caríssima que, no entanto, já mostrou que não será suficiente para acabar com os alagamentos nas marginais.
A mesma coisa ocorre com os piscinões, feitos para reter o excesso de água, o que era feito, claro, de forma natural e eficiente pelas antigas margens e as matas ciliares. Hoje, tudo que se fizer a preço de ouro, jamais irá reter a fúria das águas que correm apenas em cima de asfalto ou em córregos canalizados."

Olá amigos, este texto eu escrevi no dia 7 de janeiro de 2006 ( http://renatojogoaberto.blogspot.com/search?q=enchentes ).

Mas, com certeza, poderia ser usado nos dias atuais para retratar todas essas tragédias naturais que estamos presenciando em mais uma temporada de verão. E olha que o verão ainda nem chegou pra valer.

terça-feira, fevereiro 04, 2014

Câmara: Lapas fala de projetos na 1ª sessão de 2014

Lapas na primeira sessão de 2014Na tarde desta terça-feira, 4, o prefeito de Osasco, Jorge Lapas, participou da primeira sessão de 2014 na Câmara Municipal. Como acontece todos os anos, em todas instâncias do Poder Legislativo, o chefe do Executivo participa da sessão, ocasião em que ele apresenta os projetos do Executivo para o ano em curso.


Ao iniciar o seu discurso, Lapas agradeceu o apoio que recebeu dos vereadores, salientando que o primeiro ano de seu governo. além de algumas obras, foi o período de planejamento de sua administração para os quatro anos de seu mandato. Ele citou, por exemplo, o PPA (Plano Pluri Anual) e a reestruturação da administração municipal, como a criação da SEPLAG (Secretaria de Planejamento e Gestão), justamente, para esse compromisso de planejar a execução de todos os projetos do Executivo, e também das Secretarias de Comunicação Social e de Relações Institucionais. "Estamos vivendo um momento de mudança de comportamento da sociedade e espero que a Câmara trabalhe com entusiasmo e afinco porque a população está cobrando mais do gestor público. A população quer a melhoria na prestação dos serviços públicos e temos obrigação de atendê-la com qualidade", disse o prefeito.


Em seguida, Jorge Lapas fez uma explanação dos principais projetos da Prefeitura nas mais diversas áreas, como  a Saúde, Educação, Sistema Viário, Habitação, além de Esporte, Lazer, obras contra enchentes e Cultura. Ele destacou a  importância da descentralização dos serviços municipais, que será concretizada com a construção das duas subprefeituras, uma na zona Norte e outra na zona Sul da cidade. Segundo Lapas, que nesta manhã, esteve em Brasília, em reunião com representantes do Ministério das Cidades, essas duas subprefeituras foram planejadas para serem dois órgãos públicos eficientes e que serão construídas com recursos do governo Federal. Jorge Lapas destacou também a criação e a atuação do Cioeste (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo), e dos benefícios que o Consórcio já trouxe para os habitantes da região Oeste.


A sessão contou com a presença de 19 vereadores, do vice-prefeito Valmir Prascidelli, do deputado estadual Marcos Martins, e também dos secretários Waldyr Ribeiro (Relações Institucionais), Roberto Trapp (Comunicação), Dulce Helena (Planejamento e Gestão), Marcelo Scalão (Finanças), Marcelo Vieira (Jurídico), Carlos Baba (Obras), e José Amando Mota (Saúde). Os vereadores Rogério Silva e Mazé Favarão encontram-se de licença e em viagem ao exterior. Um grande público também acompanhou a primeira sessão de 2014, sob o comando do presidente da Casa, Antonio Toniolo.


Homenagem
Conforme o Quintal da Notícia já noticiou hoje, Lapas falou também sobre a reforma geral do Teatro Municipal, que será realizada pela Caixa Econômica Federal, e que o mesmo receberá o nome da ex-primeira-dama Glória Giglio. Pianista e uma defensora da Cultura, dona Glória Giglio, esposa do deputado estadual e ex-prefeito Celso Giglio, morreu em junho de 2013 num trágico acidente na Rodovia Castelo Branco.


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quinta-feira, novembro 30, 2006

Tudo continua igual...Só decepção com políticos

Olá amigos! Depois de alguns dias de descanso, durante os feriados de novembro e também por problemas no computador, internet, speedy - essas coisas de tecnogia de ponta, mas que nos tornam quase que como incapazes sem elas - passei alguns dias sem postar notícias neste blog. Cheguei até pensar que após esses 15 dias de "férias", a gente pudesse iniciar um outro ciclo e começar a escrever sobre coisas boas para o Brasil, como desenvolvimento, menos corrupção, mais emprego, crianças com mais tempo em sala de aula, mais segurança, menos homicídios, menos problemas, prejuízos e mortes com enchentes e tantas outras coisas abordadas e prometidas na campanha eleitoral.
Ledo engano, sr. Renato Ferreira. Tudo continua como antes. Nada mudou. Pelo contrário, piorou. Pois, antes das eleições presidenciais, a gente via uma oposição ativa, aguerrida e prometendo que não iria dar sossego ao presidente Lula (PT), que iria investigar todos os "crimes" cometidos nessa suja campanha eleitoral. Passada a eleição, porém, a impressão que dá é que estamos vivendo num outro país. Não naquele, onde a Polícia Federal prendeu dois militantes do PT com quase dois milhões de reais e dólares para a compra de um dossiê antitucano. O caso envolve petistas ligados à campanha presidencial, mas, por incrível que pareça, até agora ninguém sabe nada sobre a origem do dinheiro. Um caminho aberto para mais impunidade nesse governo.
Lula, que antes do segundo turno, já havia conseguido o apoio de um governador de oposição, em troca de R$ 1 milhão, conhecido também como verba do orçamento, continua a "atrair" o apoio da maioria dos partidos. Até mesmo um dos mais ferrenhos críticos do presidente Lula, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) já aceitou viajar de carona no aerolula. O PMDB já está quase todo no colo de Lula, com a velha história de "apoio pela governabilidade".
O Senado já iniciou a nova temporada de pizzas. O Conselho de Ética absolveu os três senadores acusados de terem participado da máfia das ambulâncias. O relátório do sério e competente senador Jefferson Peres (PDT-AM), que pedia a cassação do senador Ney Suassuna (PMDB-PB), nem chegou a ser votado. Um outro senador, também do PMDB, sugeriu apenas uma advertência verbal ao acusado, que foi reprovado nas urnas. Se os senadores foram absolvidos, é fácil imaginar que os deputados sanguessugas também terão um final feliz.
Infelizmente, parece ser mesmo esse o destino do nosso querido Brasil. A maioria absoluta do povo pobre que, sem dúvida, conseguiu melhorar um pouquinho a vida de miséria, elegeu o presidente Lula. Porém, como os números das eleições mostraram, os cerca de 39 milhões de eleitores que votaram em Alckmin, mais os votos brancos, nulos e abstenções - mais de 60 milhões de eleitores - desejavam outro resultado. Mas, como diz o ditado, cada povo tem o governo que merece. Vamos ver se nos próximos quatro anos do governo Lula pelo menos tenhamos menos corrupção. Se isso acontecer já será um grande ganho para toda a população.

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